01

Por que quase nenhuma agência responde quanto custa um site

Faça o teste: pesquise preço de criação de site e abra os primeiros resultados de agências. A maioria não publica valor nenhum. O padrão é o botão de solicitar orçamento, um formulário e a promessa de retorno comercial. Os motivos são compreensíveis: o escopo varia muito de projeto para projeto, ninguém quer ancorar o cliente em um número baixo e ninguém quer facilitar a vida do concorrente. O efeito colateral é que quem está pesquisando não consegue nem saber a ordem de grandeza do investimento.

A resposta honesta tem duas partes. Primeira: não existe tabela única, porque o preço reflete trabalho, e o trabalho muda conforme o que o site precisa fazer. Segunda: mesmo assim, dá para falar de faixas reais por modelo de contratação, e é isso que este artigo faz. Quando você entende os modelos e os fatores que movem o preço, consegue comparar propostas que antes pareciam incomparáveis e identificar rapidamente o que está caro, o que está barato demais e por quê.

02

Quanto custa criar um site em cada modelo de contratação

Fazer sozinho em plataformas como WordPress, Wix ou similares é o caminho de menor custo em dinheiro: você paga domínio, hospedagem ou o plano da plataforma e usa templates prontos. O custo real está no tempo. Montar páginas, escrever textos, ajustar layout para celular e configurar o básico de SEO consome horas de quem deveria estar tocando o negócio, e o resultado depende da sua familiaridade com a ferramenta. Faz sentido para validar uma ideia, para projetos pessoais ou quando o caixa realmente não permite contratar.

Contratar um freelancer costuma custar menos do que uma agência e pode funcionar bem quando o profissional é experiente e o escopo está claro. Os valores variam demais para caber em uma faixa única: dependem da senioridade, da região e do que está incluso. Os pontos de atenção são continuidade e suporte. Se a pessoa ficar indisponível, mudar de área ou não documentar o projeto, você herda um site que ninguém mais consegue manter. Peça portfólio, combine entregáveis por escrito e confirme quem responde por ajustes depois da entrega.

O site por assinatura troca o investimento inicial por uma mensalidade. Existem no Brasil modelos na faixa de R$ 600 por mês, geralmente incluindo criação, hospedagem e alguma manutenção. A conta que precisa ser feita é a do acumulado: multiplique a mensalidade pelo tempo que pretende manter o site e compare com o valor de um projeto fechado. E a pergunta decisiva é a da propriedade: em muitos contratos, se você cancela, o site deixa de existir, porque ele nunca foi seu.

A agência por projeto entrega escopo fechado com equipe multidisciplinar: estrutura, design, conteúdo, base técnica de SEO e publicação. O valor depende do tamanho do projeto. Para dar uma referência concreta, os projetos de site da Veddu partem de R$ 997, com valor final definido pelo escopo: quantidade de páginas, produção de conteúdo, integrações e prazo. O site fica registrado em nome do cliente desde o início, o que deveria ser o padrão em qualquer contratação por projeto.

  • Fazer sozinho: menor custo em dinheiro, maior custo em tempo; útil para validar uma ideia
  • Freelancer: bom custo quando há experiência e escopo claro; risco de continuidade
  • Assinatura: mensalidade previsível na faixa de R$ 600 por mês; confirme a propriedade do site
  • Agência por projeto: escopo fechado, equipe multidisciplinar e site em nome do cliente
03

Os 6 fatores que movem o preço de um site

Duas propostas de site institucional podem ter valores muito diferentes e as duas estarem corretas. O que muda é o que está dentro de cada uma. Antes de comparar números, compare escopo: seis fatores explicam praticamente toda a variação de preço em projetos de site, e entender cada um deles muda a qualidade da conversa com qualquer fornecedor.

Os dois primeiros fatores são páginas e conteúdo. Cada página bem feita tem intenção própria, estrutura, texto e revisão, então um site de dez páginas não custa o mesmo que uma página única. E o conteúdo é o fator mais subestimado: se a empresa entrega textos e fotos prontos, o projeto custa menos; se o fornecedor precisa entrevistar, escrever, revisar e produzir imagens, o trabalho cresce bastante. Boa parte dos atrasos e dos aditivos de preço nasce exatamente aqui.

Design, integrações, SEO e manutenção completam a lista. Personalizar um template é diferente de desenhar uma interface do zero. Conectar WhatsApp, CRM, agendamento ou pagamento adiciona horas técnicas e testes. A base de SEO define se o site nasce pronto para ser encontrado ou se será preciso refazer a estrutura depois. E a manutenção determina quem cuida de atualizações, backups e ajustes quando o site já está no ar. Cada um desses itens pode estar incluso, ser opcional ou simplesmente não existir na proposta.

  • Páginas: cada página com intenção própria soma estrutura, texto e revisão ao escopo
  • Conteúdo: textos e fotos prontos custam menos do que produção completa pelo fornecedor
  • Design: personalização de template e interface desenhada do zero são escopos diferentes
  • Integrações: WhatsApp, CRM, agendamento e pagamento adicionam horas técnicas e testes
  • SEO: estrutura, velocidade e páginas alinhadas a buscas reais entram no projeto ou ficam de fora
  • Manutenção: atualizações, backups, segurança e ajustes depois da entrega
04

O que costuma estar incluso no preço e o que fica de fora

Em um projeto fechado, o comum é a proposta incluir a estrutura de páginas combinada, o design, o desenvolvimento responsivo, formulários de contato, configuração básica de segurança e a publicação do site no ar. Algumas incluem também a configuração inicial de ferramentas de medição, como analytics e Search Console. Tudo o que estiver escrito de forma genérica merece uma pergunta: site completo e entrega profissional não dizem quantas páginas, quem escreve o quê nem o que acontece depois.

O que costuma ficar de fora, e deveria estar claro na proposta: redação dos textos, produção de fotos e vídeos, hospedagem e domínio (que são custos recorrentes, não do projeto), manutenção mensal, SEO contínuo e gestão de tráfego. Nenhum desses itens é obrigatório em todo projeto, mas todos precisam ter dono. A proposta ideal é discriminada: você enxerga o que está pagando, o que é opcional e o que ficará por sua conta.

Também vale separar o investimento inicial dos custos recorrentes, que existem em qualquer modelo: domínio, hospedagem, e-mail profissional e eventuais ferramentas. Não pagar esses itens ao fornecedor não faz com que deixem de existir; apenas muda quem administra. O importante é saber quanto custam, em nome de quem estão contratados e o que acontece com cada um se a relação com o fornecedor terminar.

05

Perguntas para fazer antes de fechar com qualquer fornecedor

Propostas de site raramente são comparáveis na primeira leitura, porque cada fornecedor descreve o escopo de um jeito. A forma de normalizar a comparação é fazer as mesmas perguntas para todos e pedir as respostas por escrito. Elas mostram mais do que o preço: revelam como o fornecedor trabalha, o que ele considera entrega e onde estão os custos escondidos.

Desconfie de respostas vagas, de quem se incomoda com a pergunta sobre propriedade e de quem não consegue dizer o que não está incluso. Uma proposta séria responde tudo isso por escrito e sem desconforto. É o critério que a Veddu aplica nas próprias propostas e é o mesmo que recomendamos usar com qualquer fornecedor, inclusive para comparar a nossa.

  • O domínio e o site ficam registrados em nome da minha empresa desde o início?
  • Quantas páginas estão inclusas e quem escreve os textos de cada uma?
  • Quantas rodadas de ajuste o projeto inclui antes de virar custo extra?
  • O site sai com base técnica de SEO: títulos, estrutura, velocidade e indexação?
  • Quais custos recorrentes vou ter depois da entrega e pagos a quem?
  • Se eu encerrar o contrato, levo o site comigo? Em que formato e com qual custo?
06

Armadilhas que fazem o site barato sair caro

A primeira armadilha é o site que nasce invisível. Ele fica bonito na apresentação, mas não tem estrutura de títulos, não carrega rápido, não tem páginas alinhadas ao que as pessoas buscam e às vezes nem está indexado no Google. O barato aqui é ilusório: a empresa paga o projeto, descobre meses depois que não aparece em busca nenhuma e precisa pagar de novo para refazer a base. Se ser encontrado importa para o negócio, a base de SEO precisa estar no escopo desde o início.

A segunda é a mensalidade eterna sem propriedade. O modelo de assinatura é legítimo quando o contrato é transparente, mas alguns fornecedores o usam para prender o cliente: a mensalidade nunca acaba, o site nunca passa a ser seu e cancelar significa perder tudo e começar do zero. Antes de assinar, faça a conta do acumulado de alguns anos e pergunte, por escrito, o que acontece com o site em caso de cancelamento.

A terceira é o domínio registrado em nome do fornecedor. O domínio é o endereço da sua empresa na internet; se está no CPF ou CNPJ de terceiros, você fica refém na renovação, na migração e em qualquer conflito comercial. Verifique o titular do registro e exija a transferência se estiver errado. O mesmo vale para plataformas fechadas que não permitem exportar o site: se não dá para sair com o que você pagou, o preço real do projeto é maior do que parece.

RESPOSTAS DIRETAS

Perguntas frequentes

Quanto custa manter um site por mês?+

Os custos recorrentes típicos são domínio (pago por ano), hospedagem, e-mail profissional e, se contratada, manutenção com atualizações, backups e ajustes. O total varia conforme a estrutura do site e o nível de suporte. O importante é a proposta discriminar cada item, quem administra e o que acontece com cada um em caso de troca de fornecedor.

Quanto tempo leva para criar um site?+

Depende do escopo e, principalmente, do conteúdo. Uma landing page com textos prontos sai muito mais rápido do que um site institucional com produção de conteúdo completa. Na prática, o maior gargalo costuma ser a aprovação de textos e materiais pelo cliente. Combine o cronograma por escrito, com as responsabilidades de cada lado, antes de fechar.

O que mais encarece um projeto de site?+

Produção de conteúdo do zero (textos, fotos e vídeos), design totalmente personalizado, integrações com outros sistemas e mudanças de escopo no meio do projeto. Definir bem o objetivo do site antes de pedir orçamento reduz os aditivos: grande parte do custo extra nasce de decisões tomadas depois do contrato assinado.

Site por assinatura vale a pena?+

Pode valer quando o caixa pede previsibilidade e o contrato é transparente. Existem no Brasil modelos na faixa de R$ 600 por mês. Antes de assinar, compare o acumulado de alguns anos com o valor de um projeto fechado e confirme quem é o dono do site e do domínio: se cancelar significa perder tudo, o modelo custa mais do que a mensalidade sugere.